Barbosinha avalia prejuízos da suspensão do futebol, fala sobre o futuro e mostra otimismo

por Redação em 23 de Março de 2020 00:00

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A sobrevivência dos clubes brasileiros após a paralisação no futebol devido ao Covid-19 tem sido discutida constantemente no país. Alguns deles, já prevendo dificuldades financeiras, rescindiram contratos de atletas e demitiram funcionários.

Além do lado financeiro, as perdas esportivas com a suspensão das atividades também são tratadas nas discussões entre os dirigentes. Sobre esses assuntos, o técnico do Bahia de Feira, Quintino Barbosa, conversou com o Galáticos OnLine nesta segundna-feira (23).

Barbosinha, como é conhecido, revelou o que o Tremendão tem feito para diminuir os prejuízos. O treinador também opinou sobre o futuro do futebol baiano e brasileiro e ainda mostrou otimismo e confiança sobre os objetivos a serem conquistados pelo clube feirense.

Confira o bate-papo abaixo:

Nesse período sem atividades, o que vocês têm feito no Bahia de Feira? O foco, agora, é um replanejamento?

A gente fez uma avaliação do que foi a equipe nesses primeiros três meses de competições, tanto a Copa do Brasil como o Baiano, para ver o que tem que ser melhorado no sentido tático, técnico e físico. Depois, fomos para parte administrativa para rever contratos de atletas. Alguns têm contrato até 2021. Possíveis renovações já pensando em 2022, 2023. O Bahia de Feira é um clube que pensa diferente, pensa sempre um degrau na frente. Por isso, a paralisação não nos pegou de surpresa. Nós temos elenco. Se for começar em dezembro qualquer campeonato referente a 2020, os contratos estão em vigor. E já pensando em um possível alongamento de calendário, estamos pensando em renovar alguns contratos até 2022 e até 2023.

Os jogadores foram orientados a fazer algum tipo de atividade em casa?

Todos os jogadores, na sua saída, ganharam uma cartilha de exercícios diários e são monitorados diariamente por nossos setores de fisiologia e preparação física. Estamos acompanhando os atletas individualmente, para que eles possam não perder muito nessa parada. É claro que há perda, pois uma coisa é estar no campo, fazendo atividade de alta intensidade, e outra é estar em casa. Os jogadores que estavam em transição, também estão com acompanhamento especial. O Jair, que volta de cirurgia, também está com acompanhamento especial. É preciso ter um controle, nesse primeiro momento, principalmente do peso.

Você acha que será possível retomar o Campeonato Baiano neste ano?

A retomada não só do Baiano, mas de todas as competições desse primeiro semestre, incluo também o Baiano Sub-20, é difícil. Vai ter que haver bom senso dos clubes, diretores. Os contratos dos jogadores, com muitos clubes, vão acabar agora em abril, início de maio. É difícil pensar em alguma coisa, principalmente de quando o futebol vai ter a sua normalidade. A federação sempre ouviu os clubes e tomou a melhor decisão para os clubes, mas ela não tem a palavra final. Ela pode ter, mas ela sempre foi muito democrática. É preciso ter bom senso e pensar no futebol baiano agora, e não na sua individualidade. A continuidade do calendário 2021, 2022 vai passar muito pela decisão do de 2020, para que a gente não tenha injustiças.

Quando os clubes retomarem as atividades, você acha que será preciso mais um período de pré-temporada para os atletas?

Todos os clubes, no Brasil e no Mundo, vão precisar de um período de readaptação, seja de oito dias, dez dias, pois mesmo com atividades em casa não é o normal. O tempo de atividade é menor, a intensidade é menor. Vamos ter muitos problemas nos quatro, cinco primeiros jogos, todos os clubes. Nosso maior adversário vai ser tentar evitar lesões musculares nesses atletas. Não vamos ter tempo hábil, vamos ter o mínimo e temos que trabalhar em cima disso.

Sobre a Série D do Brasileirão, você acha que essa parada compromete o planejamento do Bahia de feira para buscar o acesso?

Essa parada prejudica todos os clubes do Brasileiro, não só o Bahia de Feira. A Série D pior ainda, pois os clubes têm uma estrutura menos favorecida em relação à primeira divisão, em relação à parte fisiológica, de preparação, condicionamento mais rápido. Mas, o Bahia de Feira está fora um pouquinho disso, pois temos uma estrutura que nos resguarda em dar um pontapé forte, fazer uma primeira parte da Série D forte. Acho que todas as Séries vão ser prejudicadas e os clubes que tiverem melhores estruturas vão sentir menos. Acredito que o Bahia de Feira seja um desses clubes que sintam menos.

Continua confiante de que tudo será resolvido e mantém o otimismo na conquista dos objetivos do Bahia de feira em 2020?

Sempre fui confiante de que tudo vai ser resolvido. Agora, como vai ser, é difícil, pois passa por várias cabeças e as cabeças, às vezes, são muito egoístas, pensam em si e não em um todo. Pode se tornar um imbróglio, parar na Justiça. Tenho muito medo de onde vai parar. Não só o campeonato baiano 2020 está em jogo, mas também o de 2021. É muito difícil você prever todos os estaduais em 2021, pois ninguém sabe como vai se arrumar o calendário. Não só os estaduais desse ano, mas também os do ano que vem se não tiver bom senso, vão ter muitos prejuízos. Mas, estou confiante de que as pessoas sentem na mesa e saibam resolver.
 


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