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Emerson Ferretti fala sobre projetos para o Bahia e critica declaração de ex-presidente; confira

Autor(a): Redação Galáticos Online em 28 de Novembro de 2023 20:00
Foto: Reprodução/Instagram

Candidato ao cargo de presidente da associação do Bahia, dona de 10% do Bahia SAF, o ex-goleiro Emerson Ferretti concedeu entrevista exclusiva ao Galáticos Online e falou sobre os planos para a gestão do clube. Questionado sobre uma fala de Marcelo Sant'Ana, ele não fugiu da polêmica e considerou preconceituosa por parte do ex-presidente tricolor. 

Emerson Ferretti concorre com Jaílson Baraúna, Leonardo Martinez, Marcelo Sant'Ana e Marcus Verhine e o pleito será realizado no próximo sábado (2).

Confira agora a entrevista completa: 

1 - Emerson, você poderia contar um pouco da sua história desde que se aposentou do futebol?

Antes mesmo de me aposentar no futebol eu entrei na faculdade de administração. Nos dois últimos anos que eu joguei eu estava estudando e aí eu me formei logo em seguida, né, em administração. Comecei a trabalhar como comentarista esportivo e desde então são 15 anos já trabalhando como comentarista e após a minha formação eu entrei no Ypiranga, foram oito anos, né, de gestão esportiva na prática. Eu estava com um conhecimento teórico fresco, fui pra prática, então foram oito anos na frente do Ypiranga. Paralelo a isso, eu trabalhei na prefeitura de Salvador, na preparação da cidade para a Copa do Mundo 2014, e trabalhei depois no governo de estado, na Sudesb, que é a autarquia que cuida da vida do esporte na Bahia. Fiz pós-graduação em gestão esportiva e fiz vários outros cursos de especialização em gestão esportiva e gestão de futebol. Trabalhei também dando aula de gestão esportiva, palestras sobre o tema. Trabalhei no comitê organizador da Copa América 2019 aqui em Salvador. Então foram essas atividades que eu desenvolvi. Tanto a formação acadêmica, como eu falei, formado em administração, pós-graduado em gestão esportiva e outros cursos, vários de especialização. 

2 - Você já teve uma experiência como gestor no futebol baiano. Poderia contar como foi trabalhar como presidente do Ypiranga? 

Bom, a experiência no Ypiranga foi um aprendizado muito grande. Foi minha primeira experiência como gestor. Eu estava recém-formado em administração, tinha sido atleta a minha vida toda, gostava de gestão, sempre estudava sobre gestão. O Ypiranga foi a oportunidade de ir para a prática. Foram 8 anos de aprendizado, um trabalho de reconstrução de um clube que fazia 10 anos que não jogava nenhuma competição, que tinha perdido seu único patrimônio, que estava sem dinheiro, sem credibilidade e a percepção da sociedade era que o clube já tinha fechado as portas. Então a gente foi para salvar o clube de realmente fechar as portas e a gente conseguiu. O Ypiranga hoje está vivo, o Ypiranga hoje tem de volta seu patrimônio, que é o CT da Vila Canária. O Ypiranga hoje está reformado, tem um estádio reformado. E o Ypiranga hoje está sem dívidas. Então foi um trabalho de reconstrução de uma marca importante para a Bahia esportiva, um espaço físico esportivo também muito importante para a cidade e um aprendizado muito grande para mim.

3 - O que você estudou após o fim da carreira, de que forma acha que pode contribuir para o futuro do Bahia? 

Bom, como eu falei anteriormente, a formação em administração e pós-graduação em gestão esportiva, né? E a busca pelo conhecimento tem que ser, tem que acontecer o tempo todo. Conhecimento não ocupa espaço, como dizia Evaristo, para nós, Evaristo de Macedo. E o conhecimento prático de ter sido atleta é muito importante, mas a busca pelo conhecimento teórico, que a gente só conquista sentando na cadeira, no banco, né? Na sala de aula, também é importante. Então, aliar esses dois conhecimentos, que é o teórico, acadêmico, com a experiência, a vivência dentro do esporte, para mim é muito importante e um diferencial nessa caminhada para a presidência.

4 - A associação tem apenas 10% do clube. Quais são seus objetivos caso vença as próximas eleições? 

10% significa que o Bahia também é dono do Bahia SAF. Então como dono precisa estar no dia a dia trabalhando para que o negócio cresça e dê certo junto com seu parceiro, seu sócio, que é o grupo City. Então é um acompanhamento de perto, diário e também na ajuda de fortalecer o futebol do clube e com a nossa experiência de mais de 40 anos dentro do futebol brasileiro. Paralelo a isso, a associação no clube está livre para atuar em outras frentes que antes não conseguia, que é a área olímpica. A gente vai iniciar um projeto de estruturação olímpico, inserir o Bahia no ambiente olímpico, mas também entrar forte na atuação social com a criação da Fundação Esquadrão para fortalecer o trabalho social que o Bahia já faz. O legado social e a imagem de um clube responsável socialmente também na área cultural e a fundação pode ajudar isso e principalmente cuidar do seu torcedor, do seu sócio, do seu povo. O Bahia como identidade, como essência, é um clube popular e precisa cuidar dos seus torcedores, da sua agente. Então são essas frentes de trabalho e eu entendo isso como um mundo de possibilidades para fazer grandes coisas que antes o futebol tomava todo o tempo. Hoje a gente divide a gestão do futebol com o Grupo City.

5 - Você acha que o fato de ser ídolo do Bahia em campo pode te ajudar nas urnas? 

Acredito que ajuda, sim, ser ídolo do Bahia. Primeiro porque a torcida já me conhece. Eu tenho 24 anos de Bahia, então é um trabalho público. Todos os meus trabalhos são públicos, então as pessoas já me conhecem bem. Meu caráter, minha competência. Dentro de campo, eu cheguei à excelência jogando pelo Bahia, porque fui escolhido o melhor goleiro do Brasil, jogando pelo clube. E é isso que a torcida vai levar para a gestão, a excelência na gestão. Então isso ajuda, e sem contar que é experiência, né? De vivenciar o futebol. São mais de 40 anos dentro do futebol, quase 30 anos como atleta. E isso é uma experiência que nenhum outro candidato tem. Então me ajuda muito para poder assumir o clube e poder trabalhar pelo Bahia.

6 - Sobre os seus concorrentes, quem você descarta ou acha que tem mais chances?

Respeito muito grande por todos eles, a entrada de cinco candidatos só fortalece o processo democrático do Bahia, mostra que está maduro, todos eles têm qualidades para pleitear esse cargo, têm competências, cada um dentro da sua competência, e é um respeito muito grande. Só isso, né? E qualquer um que eu acho que for eleito, eu acho que já tem o Bahia, pelo menos vai ter um torcedor, alguém apaixonado pelo clube, porque todos eles são.

7 - Ainda falando em concorrência, recentemente Marcelo Sant'Ana deu a entender que é necessário ser baiano para comandar o Bahia. Você, como um gaúcho, o que tem a dizer sobre essa afirmativa?

A fala do ex-presidente foi infeliz, né? Primeiro ele desconhece o fato de eu ser cidadão soteropolitano porque eu recebi o título, fui abraçado pelo povo, pela cidade, meu trabalho junto à sociedade baiana foi reconhecido, então eu sou cidadão baiano, já tenho 24 anos na Bahia, mais tempo até do que eu tenho no Rio Grande do Sul e foi uma incoerência porque ele tentou me desqualificar por não ser baiano e na gestão dele ele trouxe um gaúcho para cuidar da área mais sensível do clube, que é a gestão e o relacionamento com o torcedor, com o sócio tricolor, então ele trouxe um gaúcho que não conhecia a Bahia, que não conhecia a cultura baiana para se relacionar com o povo baiano, então se ele me desqualificou por ser gaúcho, por que que ele trouxe um gaúcho para se relacionar com os baianos? Uma incoerência muito grande, uma fala muito infeliz e preconceituosa.

8 - E como pessoa, o que você acha que o Emerson pode agregar para o Bahia?

Como pessoa, primeiro o meu amor ao clube que me acolheu, que me fez ídolo, que fez eu amar a Bahia e escolher esse lugar para ficar e todo o meu conhecimento, toda a minha experiência dentro do esporte, dentro do futebol, eu coloco à disposição do Bahia. Todo o carinho e o respeito que eu tenho com os torcedores vai facilitar muito o trabalho à frente do Bahia. Então, eu sou mais um tricolor apaixonado que se preparou para estar nessa posição de candidato e após, se der certo, como presidente. Eu estou com muita vontade de fazer um trabalho que encha os tricolores de orgulho.


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