Sérgio Alves relembra breve passagem pelo Bahia: "Eu gostaria de ter ficado mais tempo"

Autor(a): Redação Galáticos Online (Twitter - @galaticosonline) em 21 de Maio de 2020 22:22
Foto: Reprodução

O ex-atacante Sérgio Alves, que teve breve passagem pelo Bahia, mas marcante, concedeu entrevista exclusiva para a rádio Itapoan FM e falou sobre a polêmica saída do Tricolor, mesmo tendo sido artilheiro da Copa do Nordeste. Também relembrou um pouco da carreira.

Apesar de ter se destacado com o Esquadrão durante a campanha da Copa do Nordeste, onde o Bahia se sagrou campeão, o ex-atacante comenta que o motivo da saída do clube foi uma "chateação", mas afirma que gostaria de ter passado mais tempo no clube e não guarda mágoas do Tricolor.

"Eu gostaria de ter ficado mais tempo no Bahia. Fui artilheiro da Copa do Nordeste e nosso time foi campeão. Eu saí por que me chateei com coisas que aconteceram na final da competição. Conversei com Paulo Maracajá e pedi para sair".

Ao ser perguntado sobre a chegada ao Bahia, Sérgio Alves conta que chegou em alta após ter sido artilheiro do país na temporada anterior.

"Fui artilheiro da Série B e artilheiro do Brasil. Minha ida para o Bahia se deu através do Paulo Maracajá. Já estreei fazendo gol e fui artilheiro da Copa do Nordeste".

O gol antológico de bicicleta feito por ele, contra o Fortaleza, é considerado por muitos o gol mais bonito da antiga Fonte Nova e Sérgio lembra com carinho de todo o lance.

"Foi um gol muito bonito, um dos mais bonitos da minha carreira. Eu já tinha entrosamento antigo com o Robson, já tinha jogado com ele em 1999, ele me deu aquele passe de três dedos. A bicicleta foi linda".

Também criticou o momento atual do futebol brasileiro, que não produz mais meio-campistas como antes e relembra os momentos que atuou como "camisa 10".

“Hoje sou treinador do futebol feminino do Ceará, mas falando do geral, é muito raro ver um meia de ligação hoje em dia, não tem mais aquele ponte de lança. Quando Bobô me recuou para jogar no meio campo eu gostei muito, era fácil jogar com Bebeto Campos, Preto Casagrande e lá n frente com Nonato e Robgol”.

Apesar do bom relacionamento com a cúpula do Tricolor da época, ele não deixou de lembrar dos salários atrasados.

“Minha relação com Maracajá era boa. Quando pedi para sair do Bahia, tinha dois meses de salários atrasados, passei pouco tempo no Bahia e não deu para ele me conhecer mais e nem eu a ele”.

Por fim, Sérgio Alves continua no mundo do futebol e se tornou técnico, atualmente está treinando o time de futebol feminino do Ceará.

“Antes de me tornar técnico, fui auxiliar, treinei a divisão de base do Ceará e passei por uns times menores. E fui pego de surpresa pelo Vozão, que me convidou para treinar a equipe feminina do clube. Em julho completo um ano treinando o time feminino do Ceará”.


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