Mano fala em partida ruim do Bahia e critica pênalti: "Em câmera lenta, quase tudo pode ser falta"

Autor(a): Redação Galáticos Online (Twitter - @galaticosonline) em 11 de Outubro de 2020 19:12
Foto: (Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia)

A derrota do Bahia por 1 a 0 para o FLuminense foi marcada por uma polêmica, o pênalti que que ocasionou o gol de Nenê gerou bastante reclamação por parte dos jogadores e técnicno do Bahia.

Para Mano, o Bahia esteve abaixo do esperado no jogo deste domingo, mas també ressaltou a dificuldade da Série A.

"Vencer no futebol brasileiro, num campeonato duro como este, é difícil sempre. Pelo menos já voltamos a vencer, ainda estamos oscilando um pouco em termos de rendimento. Acho que hoje fizemos um jogo abaixo. E aí, em função disso, não conseguimos sequenciar, que é o que a gente quer, engrenar uma sucessão de resultados positivos. Mas sabemos que as dificuldades sempre serão imensas. A mesma qualidade que temos, a mesma intenção que temos, os adversários também têm. O que está acontecendo com o Bahia está acontecendo com quase todos os adversários do campeonato. A diferença é que eles não ficaram para trás como nós ficamos. Eles não ficaram tanto tempo sem pontuar como nós ficamos", falou.

O jogo desta tarda marcou a primeira vez que o treinador conseguiu repetir uma escalação no comando do Bahia.

"Agora temos que recuperar exatamente esse tempo perdido. E eu estou aqui para fazer o que tem que fazer. Repeti a equipe. Achei que era justo repetir a equipe depois da atuação que tivemos com o Vasco. Mas nem sempre um jogo é igual ao outro. O adversário tem outra característica, e a gente hoje encontrou um outro tipo de dificuldade que penso que fez com que a gente errasse mais que o normal. O Fluminense nos marcou melhor. Isso nos induziu para determinados espaços do campo que não eram exatamente aqueles que nós gostaríamos de ir. Em função disso, já não conseguimos criar tanto com a qualidade que era necessária para você fazer um resultado positivo fora de casa", disse e completou:

"O adversário não deixa [o Bahia repetir a atuação que teve na última semana]. O jogo não é unilateral, em que escolhemos o que queremos fazer. Adversário tem parte importante num jogo de futebol. E, a partir do momento em que a gente sofreu o gol, nós também tivemos, por parte do nosso adversário, um recolhimento dentro do campo para defender a vantagem, porque eles também não fizeram muita coisa para construir".

Mano citou Rafael Traci, árbitro de vídeo do jogo, e que também atuou no jogo da equipe contra o Sport, pela 13ª rodada. e afirmou que o árbitro José Mendonça da Silva Junior errou ao marcar a penalidade de Gregore em Nenê. 

"Penso que construíram de uma maneira incorreta, porque, na nossa avaliação, não houve penalidade máxima. Na avaliação do árbitro também não houve penalidade máxima. Porque ele estava a cinco metros do lance e interpretou com a força do campo, com aquilo que você vê ali na hora que não tinha sido pênalti. Aí, depois, em câmera lenta, olhando por outro ângulo, aí quase tudo pode ser falta, dependendo da intenção. Por coincidência, o árbitro de vídeo [Rafael Traci] era o mesmo que não marcou pênalti em Gilberto contra o Sport e que anulou nosso gol, porque entendeu que havia irregularidade. As coincidências do futebol brasileiro às vezes incomodam, porque elas, quando passam a ser contra um lado, estabelecem uma desigualdade técnica na competição, e isso não nos agrada. Isso nos incomoda", afirmou e complemetou:

"Ele interpretou o lance. Eu não vejo que essa regra do VAR, essa nova ferramenta, foi criada para um lance que o árbitro interpretou e viu. O VAR deve chamar para um lance que o árbitro não viu. Senão, nós teremos duas arbitragens, uma lá de cima, muito distante, que não sente a força de uma mão nas costas, porque na câmera lenta, depois, tudo é falta. Sei que vai ter gente que vai dizer que foi. Porque a gente tem experiência com isso. Você pega um jogador malandro, que sente um braço nas costas e projeta o corpo para frente, o resultado disso como imagem é uma falta. Mas não houve falta no campo de jogo. E, lamentavelmente, eu vejo que a gente sai com dois prejuízos importantes. No jogo contra o Sport, houve um pênalti muito claro em Gilberto, que não vi ninguém fala sobre isso. E agora, de novo, perdemos um jogo com um lance em que, a meu ver, não deveria ter sido marcada a penalidade máxima. O Bahia tem que se posicionar, porque é feito de momentos importantes o campeonato, e a gente não pode deixar essas coisas passarem batidas".


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