Dunga é o retrato do retrocesso no futebol brasileiro; Precisamos de outro 7 a 1...

por Tarso Duarte (@tarsoduarte) em 28 de Junho de 2015 11:36

A seleção brasileira agoniza. Entregue a cartolas que precisam ficar no Brasil, onde a justiça os favorece, o maior orgulho da paixão nacional está entregue. Está nas mãos de um treinador amador, que tem experiência quase nula na profissão, onde caiu de pára-quedas por ter brilhado como jogador, e mais importante: ele é um ótimo ‘testa-de-ferro’.
 
Talvez com medo de ter um treinador de verdade, que poderia criticar e abrir a caixa preta do que realmente acontece na seleção, dirigentes como Del Nero utilizam uma tática simples, genial e perversa.
 
Ao invés de contratar um técnico com histórico que o credencie a fazer um trabalho de verdade com a seleção pentacampeã mundial, os entendidos, que envelhecem e enriquecem na sede da entidade máxima do futebol brasileiro, apresentam nomes que contam com algum apoio popular, mas na prática não são páreo para os estudiosos treinadores adversários.
 
A estratégia de taxar os 7 a 1 diante da Alemanha como acidente, maior vergonha da história do futebol mundial, diga-se de passagem, continua. A eliminação contra o Paraguai na Copa América vem com elogios ao adversário, que tem valor, sim, mas o futebol apresentado segue longe de ter organização, de ter a cara do futebol brasileiro.
 
A safra de jogadores não se compara a outras épocas, isso é fato. Mas no momento que o futebol no mundo está nivelado tecnicamente a CBF parece querer dar continuidade ao mesmo modelo ultrapassado, que colocou o time que representa uma nação nas mãos de Mano Menezes, do decadente Felipão, e do capitão do tetra.
 
Nada contra a pessoa Dunga, capitão de um time que resgatou o orgulho do futebol brasileiro. Que deu a volta por cima após ser crucificado na Copa de 1990, e deu sangue pela amarelinha por muitos anos.
 
Como treinador, no entanto, é lamentável.
 
No início da Copa América tive discussões acaloradas com amigos apaixonados por futebol, por ser contra a presença de Dunga, enquanto eles defendiam os triunfos nos amistosos, bem como o aproveitamento do técnico na passagem anterior pelo time canarinho. Não é que eu fique feliz com o vexame na competição continental, mas neste sábado (27), precisei ligar para os referidos colegas e dizer: eu avisei.
 
Dunga não convoca tão mal. Não é esse o problema. É até injusto julgar essa questão, por vezes, já que cada um tem uma opinião sobre os atletas que devem ser chamados. Ainda assim, a escalação de Fred como titular no meio campo do Brasil é difícil de justificar.
 
O problema maior é que a seleção de Dunga é previsível, sem variação tática. O time é uma presa fácil para qualquer equipe com um bom técnico, que tenha paciência de jogar contra o bando comandado pelo gaúcho.
 
Um time taticamente infantil, com um comandante que pensa estar em um mundo do futebol onde o talento brasileiro vai vir à tona a qualquer momento para resolver as partidas.
 
Em tempo
 
Acredito que quando apontamos problemas, se faz necessária também uma opinião para solução. Então, se com Dunga não dá, quem poderia dar rumo à seleção brasileira?
 
Caso fosse possível escolher qualquer treinador do mundo, o nome seria Guardiola, mas nosso patriotismo e soberania no número de títulos mundias ainda nos impedem de ter um estrangeiro no comando. Diante disso, o nome teria que sair dentre os profissionais mais vencedores, com trabalhos sólidos e equipes que mostraram um futebol organizado.

Muricy Ramalho,Tite, e Marcelo Oliveira, se ganhar um grande título no Palmeiras, são opções, ao menos se houver critério para a próxima 'escolha'.

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