Brasileiro mal começou e Vitória já caminha a passos largos para a Série B; Mas Pet é ídolo!

por Tarso Duarte (@tarsoduarte) em 28 de Maio de 2017 11:01

O show de horrores continua a todo vapor no Vitória. Com um time que não mete medo nem equipe amadora, o clube agora comandado por Ivã de Almeida entrou na competição mais difícil da temporada tendo como zagueiros Alan Costa, Fred e Kanu. Tendo como laterais Geferson e Euller.

Com essas peças na defesa o destino é certo: Série B em 2018. Mas os absurdos não param por ai.

Nesse momento o clube com mais de 4 milhões de torcedores mais parece ser gerido por amadores, ou ainda pessoas ultrapassadas para o futebol atual. Nos dois casos, se continuarem com as decisões tristes que estão sendo tomadas em relação ao seu principal produto, o time de futebol, o futuro certo é o mesmo: fracassos e decepções irão se acumular.

Se com R$ 40 milhões na conta os dirigentes não tem a capacidade de contratar com competência, eles se superaram quando o assunto é o treinador do time.

A renovação com Argel foi justa. Ele teve a oportunidade de iniciar um trabalho, de mostrar se tinha capacidade. Ficou provado que não tem e acabou mandado embora.

Foi aí que os dirigentes, quem quer que sejam eles, Ivã de Almeida ou Sinval Vieira e seus companheiros, tiveram a chance de contratar um bom técnico, de manter o já testado Wesley Carvalho, mas decidiram por Petkovic.

Dizem eles que tiveram que insistir muito para o sérvio aceitar. Mas por que tanto desejo por Pet?

O que ele fez como técnico para ser a solução para o clube?

O status de ídolo do passado está acima dos resultados que o clube precisa para se manter na Série A?

Por ter sido um grande jogador no Barradão ele pode utilizar o clube como laboratório? É isso?

Importante até abrir um parêntese na idolatria de Pet, aliás.

Diferente de Ramon Menezes, por exemplo, ele nunca voltou para jogar por aqui. Passou até pelo Goiás, e apesar do Vitória tentar, mostrar interesse, Pet encerrou a carreira sem agraciar os rubro-negros com os lendários gols de falta que era capaz de fazer.

Para o Flamengo ele voltou, abriu mão até de valores a receber para atuar pelo gigante carioca.

O mesmo lado financeiro, no entanto, foi mais importante no momento que poderia ser capaz de ajudar o time que diz amar. O Vitória precisou de Pet e ele não fez força alguma para retornar.

Já sem mercado, sem nenhuma qualidade que justifique sua contratação, eis que surge o sérvio como diretor no Vitória, para pouco depois ser efetuado, de forma bastante esquisita, como treinador.

Um profissional que não conseguiu se destacar por Criciúma e Sampaio Corrêa, é responsável pela campanha de um clube da elite. Parece até piada de mal gosto.

A nota mais triste desta história é a saída de Wesley Carvalho. Sem dúvidas decepcionado, envergonhado, deixou o Barradão. Nas duas oportunidades que teve como interino, convenceu, foi elogiado, enfim, fez o time jogar bem. Explorou muito bem as capacidades dos atletas que teve para trabalhar e até Campeonato Baiano conquistou. Perdeu o lugar para alguém que não tem nem metade da sua capacidade como treinador. Aceitou não ser o treinador em 2016, pois quem chegou foi Vágner Mancini.

Neste ano percebeu que não teria a chance de mostrar seu trabalho na equipe profissional, pelo menos não com a diretoria que aí está. Foi contratado apenas pelo atual campeão brasileiro.

Em qualquer outro clube do Brasil ele teria sido efetivado caso um treinador de renome não fosse contratado.

Alguém aqui na Bahia conhece Pachequinho, técnico do Coritiba, que bateu o Vitória neste sábado (27) na Fonte Nova?

Pois com Wesley Carvalho não tenho dúvidas, o limitado time do Vitória não teria perdido nem para o Coxa nem para o Corinthians.

O Vitória de hoje não tem identidade, não empolga. O time recupera a bola e não há expectativa de um contra-ataque eficaz. O futebol que o Vitória joga é de Série B e o rubro-negro caminha a passos largos para a divisão inferior.

Como em diretorias no passado, recentes até, uma queda para a segunda divisão não parece preocupar os dirigentes, que no ano seguinte podem até virar heróis com um acesso, e só.


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