Falta de harmonia no ataque do Vitória é vergonhosa...e tem raízes profundas

por Tarso Duarte (@tarsoduarte) em 23 de Agosto de 2016 20:13

Os nomes nem são ruins.
 
Um deles custou R$ 4 milhões. O outro é a principal peça ofensiva.
 
Mas juntos, como companheiros, não seriam capazes de incomodar nem se estivessem jogando a Série B. Uma ausência de harmonia que só parece crescer desde que a temporada de 2016, tem raízes muito mais profundas, que chegam quase que de forma instantânea, vindo direto dos comandantes do futebol no clube.
 
De volta à primeira divisão, o Vitória caminha a passos arrastados para mais um retorno à segundona, dentro de uma Série A que vem oferecendo chances ao time comandado por Vágner Mancini.
 
Um time que teve previsão de ser protagonista, mas abriu o campeonato levando 4 de um dos concorrentes contra o rebaixamento. Mostrou que é capaz vencer jogos, mas sem solidez alguma, com peças que já mostraram não ter qualidade para serem titulares na Série A, alternando momentos bons e não menos que vergonhosos.
 
A prepotência com que se iniciou a montagem do time, pagando para ver e perdendo peças importantes como Escudero e Rhayner, para depois tentarem contratá-los novamente, são a prova do nível amador de quem está dirigindo o futebol de um clube que representa alguns milhões.
 
O mais incrível é que o ciclo iniciado lá por 2009 vem se repetindo quase que como um roteiro ensaiado, sem cortes nos ganhos anuais, aumentos até interessantes  no potencial financeiro, mas com times incompletos e incapazes sendo montados.
 
De nada importa os protestos vindos de todas as partes.
 
Da torcida, que não lotou o Barradão em momento algum em um ano de volta para a primeira divisão.
 
Da imprensa que clama por laterais desde o primeiro dia de 2016, mas tem que analisar Euller, incapaz de cruzar uma bola alta na área adversária.
 
De novo, fica a dúvida se essa direção trabalha mesmo duro para ter um time de respeito na Série A. Outra vez, talvez já no ano que vem, vai ter dirigente subindo da segunda divisão como herói.
 
Em tempo
 
Grande parte da torcida, que tinha voltado para o lado do clube desde 2006, empurrando o rubro-negro até a Série A, já abandonou o barco. Aquela história de 35 mil espectadores no Barradas, ficou para trás.
 
Seriedade sem ousadia não dá. Futebol não se faz com os limites que o Vitória vem se impondo.
 
A direção do Vitória não tem identidade, e o reflexo desse coronelismo sem objetivos chega até o campo. Passa pelo treinador e é visível para quem está na arquibancada, lutando para chegar e sair do Barradão, buscando elementos para se motivar, mas voltando para casa sem a vontade de pisar no santuário do seu próprio clube, enquanto ele é comandado por covardes. 

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