Verdadeiro Labirinto

por Edson Almeida* em 12 de Setembro de 2014 10:28

O desgastante é que entra rodada, sai rodada e nossos clubes continuam encarcerados na zona do rebaixamento. Até que o Vitória, no triunfo sobre o Inter, por 2x0 e o Bahia, mesmo perdendo para o Cruzeiro, por 2x1, mostraram alguns sintomas positivos. Mas está praticamente assegurado que continuaremos mais uma rodada no mesmo martírio.

Dos dois, só o Vitória, que já soma 18 pontos, terá condições de sair para a porta do Z-4, assumindo o 16º lugar, ocupado pela Chapecoense (20), ainda assim se o rubro-negro vencer o Atlético/PR, lá em Curitiba, enquanto o Coritiba, outro desesperado, com 20 pontos, que está à sua frente, empate ou perca para o Santos, na Vila, e a Chape, que joga em seus domínios e que também tem 20 pontos, tropece diante do Sport, o que é muito improvável.

E como o Bahia, lanterna da competição, só tem 17 pontos, o máximo que pode chegar é na 18ª posição, mas terá que vencer ao Figueirense e torcer por empates de Vitória e Criciúma e derrota do Coritiba.

Em síntese, nossa situação é desoladora. Bahia e Vitória chegaram a um ponto, que os torcedores vão assisti-los neste final de semana, sabendo que será mais uma rodada sem muito avanço. Chegaram a um ponto que já não dependem mais deles, pois têm que cumprir com o dever e esperar que os concorrentes fracassem.

Sobre a última rodada, contudo, o Vitória, conquanto não tenha jogado um futebol de grande categoria, já mostrou progressos na garra, na determinação e na entrega, no triunfo de 2x0 sobre o Internacional, superando em patê aquela letargia que tanto desiludia. Ney Franco só agora, após três rodadas da sua volta, consegue mostrar que ainda há um fio de esperança.

Não acho que o Bahia tenha jogado mal, mas dentro do seu limite. A derrota, apenas de 2x1 para o Cruzeiro, no Mineirão, abre alguma perspectiva. Afinal, jogou contra a melhor equipe do Brasil, grande favorita ao bi-campeonato e teve um bom primeiro tempo, quando realçou o esquema defensivo e partiu para dois ou três bons contragolpes, tendo também alguma sorte em umas cinco tentativas rivais, inclusive bolas nas traves.

O segundo tempo mostrou erros que têm que ser corrigidos: antes mesmo do pênalti de Guilherme Santos em Ricardo Goulart, o Bahia já se mostrava irritado, reclamando muito, levando cartões evitáveis. E quando o zagueiro Titi aplaudiu o árbitro pela marcação da penalidade, não tinha mesmo outra solução, senão ser expulso. Aliás, o Tricolor continua liderando o campeonato apenas no requisito dos cartões amarelos, mais de 60 em 20 rodadas!

*Edson Almeida é comentarista esportivo do Galáticos na Itapoan FM 

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