Doce e amargo

por Edson Almeida* em 12 de Maio de 2014 08:47

O empate do clássico teve sensação extremamente oposta: de alívio e alegria para o Bahia e de angústia e descontentamento para o Vitória. Também o que mais influiu para esses sentimentos foram os esquemas apresentados pelos dois treinadores.

Mesmo com os sérios desfalques de Lincoln e Rhayner, o técnico Marquinhos Santos levou o time para buscar o triunfo desde os primeiros minutos, enquanto que Ney Franco, ainda lutando para encontrar soluções para a defesa e meio-campo e sem contar mais uma vez com os titulares Cáceres de Dinei, voltou a armar um esquema retraído, na expectativa de que pudesse encaixar o bom jogo feito no Rio, contra o Fluminense, quando ganhou de 2x1.

O Vitória foi para o vestiário com o saldo de um gol muito comemorado porque, afinal, foi o primeiro do Caveirão contra seu ex-clube, que não o quis mais no Fazendão. Mas o Bahia deve ter levado a certeza de que a solução seria continuar insistindo até o fim, pois já no primeiro tempo, além de um maior predomínio tivera uma chance com Wilson Pitoni, incrivelmente evitada pelo goleiro Wilson.

O drama rubro-negro é que o triunfo já parecia garantido, mesmo que de forma heróica, tal a pressão sofrida o tempo todo, até que o garoto Pará empatou, dando aos tricolores o sabor da manutenção de uma invencibilidade no clássico, que agora é de oito jogos.

Não se pode negar o esforço de Ney em implantar um esquema no seu time, mas a pressão aumenta, porque seguramente nos últimos dez anos esta é a maior seqüência do Bahia, que só tem dois pontos à frente do rival, mas que dá a sensação de estar muito distanciado no Brasileiro pelo futebol mais equilibrado que desempenha, desde a conquista do Estadual, que apenas completa um mês.

Marquinhos Santos, que chegou sob olhares duvidosos dos próprios torcedores do Bahia, e que esteve algumas vezes na corda bamba, agora, com todos os méritos, é muito festejado, pois que tem mudado para melhor o jeito do seu time jogar, com alterações práticas e de grande eficácia nas últimas partidas.
O público, com as desculpas de que o tempo não ajudou e que muitos preferiram comemorar o Dia das Mães, não foi bom, pois se esperava perto dos 45 mil, mas só pouco mais de 21 mil pagantes prestigiaram o clássico.

*Edson Almeida é comentarista esportivo do Galáticos na Itapoan FM 

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